
Vivemos num país em pleno processo de envelhecimento e a população de idosos cresce de maneira exponencial. Esta situação não é levada a sério pela grande maioria das pessoas, principalmente aquelas diretamente envolvidas em proporcionar meios de promoção à SAÚDE PLENA (ou seja, não apenas a ausência de doenças, mas sim o bem-estar bio-psico-social).
A falta de vontade política e o despreparo técnico-operacional para lidar com o complexo “Processo do Envelhecer com Qualidade de Vida” é o grande fator limitante para que alcancemos a evolução enquanto nação civilizada.
É necessário que haja uma reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) para obtermos uma melhor condição social e moral podendo, desta forma, proporcionar um atendimento mais digno e amplo em todos os níveis de atenção. Esta reestruturação, deverá atingir também outros fatores, tais como a Previdência Social e o Sistema Educacional Brasileiro, principalmente no âmbito da graduação.
O investimento correto em Políticas de Saúde Pública é imperativo. Saímos de um paradigma no qual a população de risco era infantil, as doenças, em sua grande maioria eram infecciosas e com métodos diagnósticos e tratamentos relativamente simples e baratos e entramos em um novo paradigma, no qual a população de risco é senescente, as doenças são crônicas e evolutivas e com métodos diagnósticos sofisticados e caros.
Um ponto chave que deve ser abordado quando o tema é “Qualidade de Vida”, é o da PREVENÇÃO. Devemos valorizar e divulgar todas as formas de prevenção de danos, promovendo o exercício da Medicina na sua forma mais Hipocrática, enxergando o próximo de forma holística e cuidar “de doentes e não de doenças”, quando for necessário.
Em suma, o processo do envelhecimento deve ser encarado como algo natural e prioritário, recebendo da sociedade toda atenção.